top of page

A verdade mais dura que aprendi

  • Foto do escritor: Elsa Mbumba
    Elsa Mbumba
  • 4 de set. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 25 de fev.


Vi esta pergunta, lembrei-me imediatamente de um quote que vi recentemente e, com o qual me identifico fortemente… "às vezes, precisamos abandonar a vida que havíamos planeado porque não somos mais a pessoa que fez aqueles planos".


E é difícil, mas é crucial sabermos a hora de ir embora. Aprender que nem todas as pessoas estão destinadas a estar nas nossas vidas para sempre. Some people come for a season and for a reason. Portanto, quando as pessoas tiverem cumprido o seu propósito nas nossas vidas, por mais penoso que seja, temos de as deixar partir.


E nem sequer é sobre as outras pessoas, trata-se da nossa relação com nós próprios. Por vezes, somos tão tóxicos, que acabamos por depositar toda a nossa energia em pontos mortos, becos sem saída, escolhemos viver realidades alternativas, viver em alienação pura. E é compreensível, se pensarmos que, às vezes não abrimos mão do que nos faz mal, porque esta é a única coisa que nos proporciona “felicidade”, bem estar ou satisfação; a única coisa que, mesmo que temporariamente, faz-nos crer que tudo corre como planeado, como sonhado. Esquecemo-nos, ou melhor, não nos apercebemos que não é saudável, que ao enganarmo-nos só estamos a aumentar e a prolongar o sofrimento.


Custa ainda mais, ficar de cara com os nossos medos, vê-los materializarem-se e ter de readaptar, quando grande parte de nós não está pronta para o fazer. Custa apercebermo-nos que estamos disponíveis a tudo em detrimento de nós, como se quiséssemos fugir de nós, da nossa realidade.


Nestas alturas, é crucial aceitar que crescemos, que aquilo por que passamos nos transforma, aceitar que nem tudo que sonhamos para nós corresponde ao que realmente precisamos no momento. Em suma, quero dizer, que é preciso pararmos, desligarmo-nos de tudo, abstermo-nos das expectativas que nós e o mundo temos para nós próprios e ouvir-nos, procurar compreender-nos, percebermos o que pessoa que somos hoje quer e precisa, e READAPTAR.


Não quero com isso dizer que precisamos abrir mão definitivamente das pessoas que amamos, dos nossos sonhos, planos ou objetivos, o que muitas vezes pode parecer que estamos a abrir mão de nós próprios.


Readaptar, significa procurar novas formas de fazer funcionar. E eu, acredito que existe em todos nós a capacidade de discernimento, se estamos a tornar-nos tóxicos, a deixar-nos envolver por circunstâncias que, não só não nos ajudam como também, nos prejudicam, talvez seja hora para uma pequena introspecção.


Não é fácil, não é sempre como esperamos que seja, mas enquanto seres humanos, penso que o nosso melhor, e mais belo, recurso seja precisamente este… A capacidade de superar, de recuperar, de reajustar, de buscar e reestabelecer o equilíbrio, mesmo depois da pior das adversidades.


bottom of page